quarta-feira, 21 de abril de 2010

Amor Próprio





Dizei-me por obséquio: um homem que odeia a si mesmo poderá, acaso, amar alguém?



Um homem que discorda de si mesmo poderá, acaso, concordar com outro? Será capaz de inspirar alegria aos outros quem tem em si mesmo a aflição e o tédio? Só um louco, mais louco ainda do que a própria Loucura, admitireis que possa sustentar a afirmativa de tal opinião. Ora, se me excluirdes da sociedade, não só o homem se tornará intolerável ao homem, como também, toda vez que olhar para dentro de si, não poderá deixar de experimentar o desgosto de ser o que é, de se achar aos próprios olhos imundo e disforme, e, por conseguinte, de odiar a si mesmo. A natureza, que em muitas coisas é mais madrasta do que mãe, imprimiu nos homens, sobretudo nos mais sensatos, uma fatal inclinação no sentido de cada qual não se contentar com o que tem, admirando e almejando o que não possui: daí o fato de todos os bens, todos os prazeres, todas as belezas da vida se corromperem e reduzirem a nada. Que adianta um rosto bonito, que é o melhor presente que podem fazer os deuses imortais, quando contaminado pelo mau cheiro?
Lembrando: Não me venha perguntar o que é amor próprio, please? pergunte isto a você, cara amiga.





Um comentário:

Anônimo disse...

pq sempre apaga meu comentario?se sabes o qto e verdadeiro? tens vc um novo amor? nada proibe que eu te ame, nem ngm impedira isto...

portanto.. deixe estampado aqui.