Gosto de sangue é gosto de justiça,
não existe limite, pois a explosão gastronômica
o encontro da língua com o esôfago
a bilis, eu espalho por todo corpo
com uma simples mordida inicio o processo
nada mais importa, não é sim nem não
é baço, olhos, vícera, mão
é lucidez, destreza, pudicicia
que devoro, me deleitando num extase lúdico
enquanto não estivermos afogados em desilusão
ainda que resista um único sujeito cujo princípio seja a retidão
sempre que sentir o cheiro enebriante do vinho sanguinolento
segui-lo-ei cego, obedecendo meus instintos primitivos

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