quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

No vação do trem...

Quem nunca passou por frustrações no trem? Todos nós temos algo pra contar de passagens de trem.


Eu hoje me contenho com a plena luz do dia as 08h00min da manhã, indo para o trabalho, sentada no 7º vagão, tem não muito lotado, porém... Eu posta á janela, sol batendo contra meu rosto, no balançar do trem aquele movimento sarcástico, paro, olho e penso... Necessitamos pelo menos tirar um minuto para pensarmos em nós... Como nos sentimos e como estamos, e desse um minuto pude perceber de como é ótimo irmos trabalharmos bem e disposta... Muitas pessoas ao meu redor, só de olhar vejo que estão com os semblantes totalmente abatidos, cabisbaixos, nada a fazer, pessoas me olham,me ouvem,observam e comentam, que imagem passo á estas pessoas? Porque me olham? Com que olhar? Olhar sombrio. Olhar com desdém? Quatro a Cinco lugares vazios e uma única mulher me chama muita atenção, está em pé segurando no mastro, cabelos loiros escovados, de estatura alta, brincos em formas de argolas, uma leve maquiagem, saia vermelha que se estende ate o alto do joelho, uma leve blusa branca com meros detalhes vermelhos proporcionando a combinação com a saia ela, porém decotada mais nada vulgar, com um olhar fulgaz, ora quieta, ora impaciente, preocupada, aos balanços... É uma mudança de posicionamento, olhar confuso. Pouco dispersa, pegou meu olhar concentrado ao descrevê-la, se questionou com certeza, deve ter pensado por que me olhas tanto? A devoro com a perspicácia, olhos famintos e com sede de palavras não conseguem acompanhar o que se passava em mente com a coordenação em que a mão escrevia perceptível notar que estava tentando controlar o rubor, mais não conseguia, ao seu redor havia seis homens vestido á rigor creio serem executivos ou de cargos altos, seres hipócritas e não paravam de admirá-la e fazer comentários ridículos sobre a moça, de repente a voz ecoa:

- próxima estação, Imperatriz Leopoldina.

A moça se preparava para desembarcar, ela aguarda a chegada do trem na plataforma, no seu andar talentoso á passos para chegar próximo á porta, todos os homens com a tal voracidade de vê-la sair, observei que era uma moça fina, educada, tímida e recatada, lembro-me que antes de partir me olhou, a moça se dignara,viu que eu observava tudo e todos ao meu redor e escrevia,sentir que estava curiosa ao saber a que tanto escrevia,mataria a curiosidade dela? Ela chegando a sua residência refletirias sobre o acontecimento de hoje? Pois sei bem que nada mais é Curiosidade.
 
Mariane Alexandre

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