Que é, afinal, a vida humana? Como é miserável, como é sórdido o nascimento! Como é penosa a educação! A quantos males está exposta a infância! Como sua a juventude! Como é grave a velhice! Como é dura a necessidade da morte! Percorramos, ainda uma vez, esse deplorável caminho. Que horrível e variada multiplicidade de males! Quantos desastres, quantos incômodos se encontram na vida! Enfim não há prazer que não tenha o amargor de muito fel. Quem poderia descrever a infinita série de males que o homem causa ao homem, como sejam a pobreza, a prisão, a infâmia, a desonra, os tormentos, a inveja, as traições, as injúrias, os conflitos, as fraudes, etc.? Eu não saberia dizer-vos que delito teria o homem cometido para merecer tão grande quantidade de males, nem que Deus furioso o teria constrangido a nascer em tão horrível vale de misérias. Assim, pois, quem quer que examine a fundo a miserabilíssima condição do gênero humano.
Sem alegria, a vida humana nem sequer merece o nome de vida.
Mergulharíamos na tristeza todos os nossos dias, se com essa espécie de prazeres não dissipássemos o tédio que parece ter nascido conosco.
Talvez haja pessoas que, à falta de tais passatempos, limitem toda a sua felicidade às relações com verdadeiros amigos, repetindo sem cessar que a doçura de uma terna e fiel amizade ultrapassa todos os outros prazeres, sendo tão necessária à vida como o ar, a água, o fogo. — Tão agradável é a amizade, — acrescentam, — que afastá-la do mundo equivaleria a afastar o sol; em suma, é ela tão honesta (vocábulo sem significado para mim).
E quando não estamos feliz e não sabemos onde encontrar a felicidade? Será talvez, o inicio de uma leve depressão? Pois então estou depressiva em excesso, porque sou tão rabugenta que nunca estou satisfeita com nada, e não sei onde achar a satisfação, as pessoas acham que sou feliz, mais eu creio que estão enganadas, a felicidade não tem tamanho, nunca chegaremos ao ápice dela, alcançável.

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